Eurogrupo aprova pagamento de nova tranche à Grécia
Jean-Claude Juncker, Presidente do Eurogrupo
e Primeiro-Ministro do Luxemburgo,
com Olli Rehn, Vice-Presidente da Comissão Europeia,
durante a conferência de imprensa
que se seguiu à reunião
© União Europeia 2012
27/11/2012
O programa para a Grécia teve novo impulso no dia 26 de novembro de 2012, com a aprovação política, por parte do Eurogrupo, da próxima tranche da ajuda financeira à Grécia. Os Ministros elogiaram as medidas políticas gregas e chegaram a acordo sobre um pacote de medidas que visa assegurar que a dívida grega se manterá sustentável.
Esta decisão reflete uma avaliação positiva da forma com a Grécia aplicou as medidas acordadas e um acordo sobre as condições futuras do programa. O programa estava num compasso de espera desde a primavera, altura em que a incerteza política originou atrasos na execução das medidas de reforma.
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O Eurogrupo elogiou os esforços desenvolvidos pela Grécia desde as eleições em junho. Especificamente, o parlamento grego adotou:
- Legislação (a "lei global") que impõe um número elevado de reformas económicas concebidas para fortalecer a economia grega, aumentar a eficiência da administração pública grega e dinamizar o crescimento e o emprego.
- O orçamento para 2013 e uma estratégia orçamental de médio prazo para o período de 2013 a 2016. Estes instrumentos impõem uma consolidação orçamental de 13,5 mil milhões de euros em 2013-2014 e visam obter um superavit orçamental primário (excluindo o pagamento de juros) de 4,5% do PIB em 2016, reduzindo o défice nominal para menos de 3% nesse ano.
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O Eurogrupo aprovou este novo prazo, o que representa uma prorrogação de dois anos do prazo anteriormente acordado para a obtenção deste nível de superavit primário.
À luz desta revisão do prazo, o Eurogrupo considerou que o programa justificava uma análise mais alargada da sustentabilidade da dívida a longo prazo. Assim, foram estabelecidos novos objetivos para o nível da dívida, que deverá representar 124% do PIB em 2020, descer substancialmente abaixo dos 110% em 2022 e continuar a descer significativamente a partir dessa data.
O Eurogrupo acordou as seguintes medidas para apoiar a sustentabilidade da dívida:
- A Grécia analisará a possibilidade de proceder a uma operação de recompra de dívida, no sentido de conseguir uma redução significativa da dívida em curso detida pelo setor privado.
- A taxa de juro cobrada à Grécia pelos empréstimos concedidos no quadro do Mecanismo de Concessão de Crédito à Grécia (empréstimos bilaterais de outros Estados-Membros) será reduzida.
- A comissão de garantia aplicável à Grécia no quadro dos empréstimos concedidos ao abrigo do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) será suprimida.
- As maturidades dos empréstimos bilaterais e dos empréstimos ao abrigo do FEEF serão prolongadas por 15 anos, com um diferimento de 10 anos de todos os pagamento de juros.
- Os Estados-Membros transferirão para a Grécia montantes equivalentes aos ganhos obtidos através dos títulos de dívida gregos detidos pelos bancos centrais no quadro do Programa dos Mercados de Títulos de Dívida.
- A partir do momento em que a Grécia atinja um superavit primário, os Estados-Membros analisarão a tomada de medidas suplementares, se estas forem necessárias para atingir objetivos essenciais em matéria de sustentabilidade da dívida.
Os Estados-Membros reiteraram o seu compromisso de fornecer um apoio financeiro adequado ao longo do programa e após a sua conclusão, até ao ponto em que a Grécia recupere o acesso aos mercados financeiros, desde que a Grécia cumpra as suas obrigações. Este compromisso inclui a análise de medidas suplementares se estas foram necessárias para alcançar a sustentabilidade da dívida.
O Eurogrupo também acolheu favoravelmente as medidas das autoridades gregas para assegurar a correção de qualquer derrapagem orçamental e salvaguardar o cumprimento dos objetivos em matéria de privatização. A Grécia também confirmou um reforço significativo do funcionamento da conta separada estabelecida para o serviço da dívida.
À luz da avaliação positiva, o Eurogrupo concedeu a sua aprovação política ao pagamento da próxima tranche pelo FEEF, sujeito à conclusão dos trâmites nacionais necessários. O Eurogrupo espera estar em condições de tomar uma decisão formal, que venha a confirmar o acima descrito, em 13 de dezembro.
O montante total da nova tranche ascende a 43,7 mil milhões de euros, dos quais 34,4 mil milhões de euros serão pagos em dezembro. O restante será pago em três sub-tranches no primeiro trimestre de 2013 e será condicionado à execução de medidas consideradas de referência, previstas no âmbito do programa grego.
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