Dia da Justiça Penal Internacional #JusticeMatters
Por ocasião do Dia da Justiça Penal Internacional, a União Europeia reafirma o seu apoio de longa data ao sistema de justiça penal internacional e, em especial, o seu compromisso inabalável para com o Tribunal Penal Internacional (TPI), no contexto do seu compromisso mais amplo para com uma ordem internacional assente em regras.
No ano passado, assinalámos o 20.º aniversário do Estatuto de Roma do TPI assumindo o compromisso de utilizar todos os instrumentos de política interna e externa de que dispomos para apoiar a luta contra a impunidade e procurar obter justiça, elemento fundamental para alcançar uma paz e uma segurança sustentáveis, e contribuindo, assim, para restabelecer a confiança e para a reconciliação entre as comunidades afetadas. A UE e os seus Estados-Membros prosseguirão os trabalhos tendentes à ratificação e aplicação universais do Estatuto de Roma e estão empenhados em afirmar e defender os princípios e valores nele consagrados, bem como em preservar a sua integridade, uma vez que os desafios persistentes que se colocam à justiça penal internacional constituem um sério obstáculo à sua plena eficácia.
Os mecanismos da justiça internacional são essenciais para assegurar que os crimes de maior gravidade que afetam a comunidade internacional no seu conjunto sejam investigados, que os autores de tais crimes sejam julgados e que as vítimas obtenham assistência e compensação adequadas pelos danos sofridos. As atrocidades do passado não serão nunca esquecidas, continuando a fazer parte da nossa memória coletiva como seres humanos e da nossa determinação em prevenir futuros conflitos e genocídios. É por esta razão que, desde 2014, a UE tem vindo a contribuir anualmente para a promoção da justiça penal internacional com mais de 38 milhões de euros, apoiando o TPI e as iniciativas e mecanismos em matéria de justiça transicional em inúmeros países, como, por exemplo, os mecanismos internacionais na Síria e em Mianmar.
A nível mundial, a UE contribui para a realização de reformas mais alargadas no setor da justiça por meio de programas que visam complementar e reforçar os sistemas de justiça nacionais e continuará a associar-se às atividades de apoio aos defensores dos direitos humanos, aos advogados, aos procuradores e a todos aqueles que contribuem para o sistema de justiça internacional e que trabalham incansavelmente para obter justiça e defender os direitos humanos fundamentais.
A República da Macedónia do Norte*, o Montenegro*, a Sérvia* e a Albânia* – países candidatos –, a Bósnia-Herzegovina – país do Processo de Estabilização e de Associação e potencial candidato – e a Noruega – país da EFTA membro do Espaço Económico Europeu –, bem como a Ucrânia, a República da Moldávia e a Geórgia, subscrevem a presente declaração.
* A República da Macedónia do Norte, o Montenegro, a Sérvia e a Albânia continuam a fazer parte do Processo de Estabilização e de Associação.
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