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Conselho adota conclusões sobre o reforço da capacidade da UE para combater as ameaças híbridas
O Conselho aprovou hoje conclusões sobre o reforço da capacidade da UE para combater as ameaças híbridas, reafirmando a determinação da UE em utilizar todos os instrumentos à sua disposição para prevenir e impedir campanhas híbridas que visem a União, os seus Estados-Membros e os seus parceiros, bem como para lhes dar resposta, independentemente da sua origem, escala e intensidade.
Nas conclusões, o Conselho condena as atividades híbridas persistentes por parte de intervenientes estatais e não estatais que, através de campanhas coordenadas e deliberadas, visam comprometer a segurança e a estabilidade da União Europeia, dos seus Estados-Membros e dos seus parceiros. A este respeito, denuncia energicamente os atos de sabotagem, nomeadamente contra infraestruturas críticas, as ciberatividades maliciosas, a manipulação da informação e ingerência por parte de agentes estrangeiros, as interferências eleitorais e a instrumentalização da migração.
O Conselho condena veementemente a Rússia e o seus interpostos agentes pelas campanhas híbridas persistentes, coordenadas e de longa data que levam a cabo contra a UE, os seus Estados-Membros e os seus parceiros, bem como por comprometerem o apoio à Ucrânia e a sua capacidade de se defender. O Conselho continuará ainda a combater com determinação as ameaças híbridas da Rússia no quadro de uma abordagem estratégica.
As ameaças híbridas são cada vez mais utilizadas para testar a nossa resiliência e comprometer as nossas instituições democráticas. Com estas conclusões a UE envia uma mensagem clara: atuaremos em conjunto para reforçar ainda mais a nossa preparação, proteger as nossas sociedades e responder com firmeza àqueles que procuram desestabilizar-nos.
Constantinos Kombos, ministro dos Negócios Estrangeiros da República de Chipre
O Conselho reafirma a sua determinação em utilizar todos os instrumentos disponíveis – o conjunto de instrumentos da UE contra as ameaças híbridas, o conjunto de instrumentos de ciberdiplomacia e outros instrumentos à disposição da UE, que vão desde legislação a medidas restritivas – e apela a que esses instrumentos continuem a ser aplicados, reforçados e desenvolvidos para prevenir e deter ameaças híbridas, bem como para lhes dar resposta. Tal inclui aumentar o custo das atividades híbridas realizadas contra a UE para os seus responsáveis, a proteção das infraestruturas críticas, a defesa dos processos e instituições democráticos, o combate às interferências eleitorais, a cooperação com organizações internacionais e parceiros que partilham as mesmas ideias, bem como com o setor privado, o meio académico e a sociedade civil. O Conselho reitera igualmente a necessidade de apoiar os parceiros afetados por ameaças híbridas, em especial os países candidatos e potenciais candidatos.
Contexto
As ameaças híbridas referem-se geralmente a atividades prejudiciais coordenadas que são planeadas e realizadas com fins maliciosos. Visam comprometer um alvo, como um Estado ou uma instituição, através de uma variedade de meios, muitas vezes combinados. São concebidas de forma a dificultar a deteção e a defesa contra elas e para se manterem abaixo do limiar que pode constituir ou ser entendido como um ato de guerra. Estas atividades podem incluir, entre outros, a manipulação da informação e a ingerência, ciberataques, a coerção económica, a diplomacia coerciva e ameaças do uso da força militar.
Tanto os intervenientes estatais como não estatais estão a utilizar táticas híbridas cada vez mais complexas e sofisticadas. Estas constituem não apenas um risco para a segurança, mas também uma ameaça para a democracia, visando os seus valores fundamentais e tendo como objetivo fraturar a sociedade e comprometer a tomada de decisões políticas.
Na sequência da adoção da Bússola Estratégica para a Segurança e a Defesa, em março de 2022, a UE criou um conjunto de instrumentos da UE contra as ameaças híbridas. Este conjunto de instrumentos inclui medidas preventivas, restritivas, de cooperação, de reforço da estabilidade e de apoio, tal como estabelecido nas Conclusões do Conselho de junho de 2022 sobre um enquadramento para uma resposta coordenada da UE às campanhas híbridas.
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