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Videoconferência dos ministros dos Negócios Estrangeiros, 29 de maio de 2020
Principais resultados
Os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE realizaram hoje uma videoconferência, presidida pelo alto representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Josep Borrell.
A China é um dos principais intervenientes a nível mundial e a UE deve continuar a desenvolver um relacionamento com a China assente em interesses e objetivos. O êxito deste relacionamento contribuirá para a conceção de um mundo mais estável e próspero, mas também um mundo respeitador dos direitos e liberdades fundamentais.
Josep Borrell, alto representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança
Os ministros realizaram primeiro um breve debate sobre o Afeganistão. Reiteraram o seu apoio a um processo de paz liderado e assumido pelos afegãos e a necessidade de um cessar-fogo total e permanente em todo o país. O debate confirmou a adoção pelo Conselho de conclusões sobre o processo de paz no Afeganistão e o futuro apoio da UE à paz e ao desenvolvimento no país.
Em seguida, os ministros dos Negócios Estrangeiros concentraram-se no ponto principal da ordem do dia, as relações da UE com a China. No debate foi sublinhada a natureza complexa e multifacetada dessas relações, que englobam as dimensões política e económica.
Os ministros analisaram o evoluir da situação desde a comunicação conjunta de 2019 sobre as relações UE-China. Trocaram opiniões sobre a forma de tornar mais unificada e equilibrada a relação com a China em todos os aspetos, do comércio e investimento, em que são necessárias condições de concorrência mais equitativas, aos desafios globais como as alterações climáticas, a paz e segurança internacionais em todas as regiões do mundo e questões fundamentais em matéria de direitos humanos.
Em relação a Hong Kong, os ministros abordaram os mais recentes acontecimentos e chegaram a acordo sobre uma declaração da UE.
A acreditação dos média para cimeiras internacionais realizadas fora da União Europeia será assegurada pelas autoridades governamentais do país de acolhimento.