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Videoconferência dos ministros responsáveis pelo Desenvolvimento, 23 de novembro de 2020
Principais resultados
Alívio da dívida e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
Os ministros da UE responsáveis pelo Desenvolvimento debateram a questão do alívio da dívida, do investimento e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), nomeadamente no contexto da resposta mundial à COVID-19 e do esforço de recuperação.
Temos de evitar um cenário em que alguns países em situação de insolvência possam desencadear uma verdadeira crise da dívida com consequências ainda mais devastadoras para a economia mundial. É necessária uma ação rápida e o relógio não para. O alívio da dívida – bem gerido – é do interesse de todos nós.
Josep Borrell, alto representante para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança
Os ministros tomaram nota do facto de muitos países com níveis de dívida insustentáveis, incluindo alguns países de rendimento médio que enfrentam agora o risco do sobre-endividamento, sofrerem ainda mais os efeitos da pandemia de COVID-19. Os ministros concordaram que há que evitar cenários em que alguns países em situação de insolvência possam desencadear uma verdadeira crise da dívida.
A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, participou no debate. A diretora realçou a dimensão e a natureza da acumulação da dívida em curso em todo o mundo, e a interação perigosa entre o impacto da pandemia e os danos económicos que esta está a causar.
Os presidentes do Banco Europeu de Investimento (BEI) e do Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (BERD) e o presidente do Clube de Paris também contribuíram para o debate.
Os ministros debateram também de que forma a Equipa Europa, que é constituída pela UE, os seus Estados-Membros, a sua rede diplomática, as instituições financeiras, incluindo os bancos nacionais de desenvolvimento, e as agências de execução, bem como o BEI e o BERD, poderia melhor complementar os esforços de alívio da dívida desenvolvidos a nível multilateral e nacional, e apoiar os países parceiros a preparar uma recuperação resiliente, sustentável e ecológica.
O alto representante anunciou que a UE contribuirá com 183 milhões de euros para o Fundo Fiduciário para Alívio e Contenção de Catástrofes do FMI a fim de libertar margem de manobra orçamental em 29 países, fazendo assim da UE o maior contribuinte para o fundo.
Igualdade de género e empoderamento das mulheres
Os ministros da UE responsáveis pelo Desenvolvimento debateram em seguida a forma de promover a igualdade de género e o empoderamento das mulheres em todas as ações externas, à luz da futura comunicação conjunta sobre o Plano de Ação III da UE em matéria de Igualdade de Género: uma agenda ambiciosa para a igualdade de género e o empoderamento das mulheres na ação externa, que deverá ser apresentado em 25 de novembro de 2020.
Os ministros enviaram um sinal forte de que a UE está determinada a acelerar os seus esforços e a defender e promover os direitos humanos das mulheres e raparigas trabalhando em todos os domínios da ação externa da UE, incluindo o comércio, o Pacto Ecológico e a Agenda para as Mulheres, a Paz e a Segurança.
Os ministros acordaram em que a UE deve continuar a dar o exemplo e a dar um lugar de destaque a nível mundial aos direitos, à proteção e à voz das mulheres e raparigas, através de ações concretas.
Diversos
Os ministros foram informados do ponto da situação das negociações sobre o Acordo pós-Cotonu, um acordo moderno e abrangente que servirá de base para as futuras relações entre a UE e os países parceiros ACP da África subsariana, das Caraíbas e do Pacífico; as negociações estão a entrar na fase final.
Foram também informados sobre o Instrumento de Vizinhança, de Cooperação para o Desenvolvimento e de Cooperação Internacional (IVCDCI), e sobre as perspetivas de cooperação da UE para o desenvolvimento na Tanzânia.
No âmbito da videoconferência, o Conselho aprovou, por procedimento escrito, as conclusões sobre o Relatório Especial n.º 14/2020 do Tribunal de Contas Europeu sobre a ajuda ao desenvolvimento concedida pela UE ao Quénia.
A acreditação dos média para cimeiras internacionais realizadas fora da União Europeia será assegurada pelas autoridades governamentais do país de acolhimento.