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Conselho (Agricultura e Pescas), 06/03/2017, 6 de março de 2017

Principais resultados

O futuro da PAC

O Conselho procedeu a uma troca de pontos de vista sobre o futuro da política agrícola comum (PAC).

Em particular, os ministros partilharam as suas ideias sobre o modo como as prioridades do futuro da PAC identificadas no documento da Presidência podem ser concretizadas e se deveria haver um reequilíbrio do apoio direto e do desenvolvimento rural.

A simplificação foi destacada de um modo geral como prioridade global para as políticas futuras, a fim de se tirar proveito de todo o potencial económico da agricultura e das zonas rurais da UE. Outras questões consideradas prioritárias foram: reforçar a resiliência, dar resposta aos desafios ambientais, investir na viabilidade e vitalidade do meio rural, assegurar a renovação geracional, manter uma orientação de mercado e reforçar a posição dos agricultores na cadeia de abastecimento alimentar.

Algumas delegações defenderam que se desse mais destaque ao futuro do desenvolvimento rural, a fim de se investir na viabilidade e vitalidade do meio rural, enquanto outras advertiram contra a redução do apoio direto aos agricultores.

O setor agrícola da UE tem pela frente grandes desafios. Como políticos, temos a oportunidade de definir uma visão para o futuro. Temos de melhorar constantemente as nossas políticas para que a agricultura e as zonas rurais da UE possam continuar a prosperar e a gerar crescimento, emprego e bem-estar.

Roderick Galdes, secretário parlamentar maltês para a Agricultura e Presidente do Conselho

 

Plano plurianual para as espécies demersais no mar Adriático

A Comissão apresentou ao Conselho a sua proposta que estabelece um plano plurianual para as espécies de pequenos pelágicos no mar Adriático, o primeiro plano plurianual para o Mediterrâneo.

O objetivo deste plano é recuperar as unidades populacionais, por exemplo da sardinha, do biqueirão, da sarda e do carapau, contribuindo assim para a sua exploração sustentável, bem como garantir a existência de um quadro de gestão mais simples e mais abrangente.

De um modo geral, os Estados-Membros congratularam-se com os debates, mas manifestaram algumas preocupações quanto ao potencial impacto socioeconómico do plano relativo à pesca pequena e quanto a eventuais questões práticas em relação às complexas atividades piscatórias no Mediterrâneo. Os Estados-Membros apelaram também a medidas e controlos proporcionados que não entravem o setor das pescas na região.

Outros temas da ordem do dia

Os ministros foram informados sobre a criação da plataforma da UE para o bem-estar dos animais, o ponto da situação quanto às consequências da dermatose nodular contagiosa, o problema da dualidade de critérios na qualidade dos alimentos, as práticas comerciais desleais na cadeia de abastecimento alimentar, o funcionamento do Corpo Europeu de Solidariedade, a difícil situação do mercado do setor frutícola da Polónia e o apoio associado voluntário.

O Conselho foi também informado sobre vários eventos recentes e outros agendados para breve, tais como a conferência dos ministros da Agricultura do G20 (Berlim, janeiro de 2017), o Primeiro Fórum sobre o setor do arroz na UE (Milão, fevereiro de 2017) e a conferência "Our Ocean" de 2017 (Malta, outubro de 2017).

Documentos da reunião

Comunicados de imprensa

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Última revisão: 13 de janeiro de 2025