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Videoconferência informal dos ministros da Economia e das Finanças, 2 de março de 2022
Principais resultados
Os ministros da Economia e das Finanças da UE reuniram-se por videoconferência para debater as consequências económicas e financeiras da situação na Ucrânia, no seguimento da invasão militar não provocada e injustificada por parte da Rússia. Em resposta a esta agressão, a UE impôs uma série de medidas restritivas. Além de sanções contra pessoas e entidades russas, a UE também acordou em impor sanções económicas e restrições à cooperação económica com a Rússia.
Os ministros da Economia e das Finanças da UE fizeram o ponto da situação no que diz respeito à aplicação das sanções e às consequências das referidas sanções para as economias europeias.
A Comissão apresentou uma análise preliminar do impacto das medidas nos mercados financeiros, na moeda, no banco central e no sistema bancário comercial da Rússia. Os ministros chegaram a acordo em coordenar medidas nacionais, como fizeram durante a crise da COVID-19, para proteger os europeus e as empresas europeias no contexto do aumento dos preços da energia.
Os Estados-Membros acordaram em analisar de forma mais aprofundada ações destinadas a evitar que as sanções sejam contornadas, especialmente mediante a utilização de criptoativos.
Os ministros acolheram favoravelmente a comunicação da Comissão Europeia sobre a orientação orçamental para 2023 e o facto de a cláusula de derrogação de âmbito geral continuar a aplicar-se em 2022, o que permitirá que a política orçamental se adapte à evolução da situação. A desativação da cláusula de derrogação de âmbito geral será reavaliada com base nas previsões económicas da primavera de 2022 apresentadas pela Comissão.
Por último, os ministros acordaram em aumentar o apoio financeiro à Ucrânia e em estreitar a coordenação com o FMI, o BERD, o BEI e outros bancos multilaterais de desenvolvimento.
Os 27 Estados-Membros manifestaram-se absolutamente unidos e determinados na sua resposta económica e financeira à agressão russa, bem como no apoio financeiro à Ucrânia. As sanções económicas europeias já provaram ser muito eficazes. Desorganizaram o sistema financeiro russo e paralisaram o Banco Central da Rússia. Decidimos trabalhar em medidas complementares, a fim de evitar que as nossas sanções sejam contornadas. No que toca à proteção das nossas economias, queremos uma coordenação estreita a nível europeu, como fizemos durante a crise da COVID-19.
Bruno Le Maire, ministro da Economia, das Finanças e da Recuperação de França
A acreditação dos média para cimeiras internacionais realizadas fora da União Europeia será assegurada pelas autoridades governamentais do país de acolhimento.