Avaliação das tecnologias de saúde
The EU wants to strengthen EU cooperation on health technology assessment (HTA). The main purpose of HTA is to provide policy-makers with evidence-based information, so they can formulate health policies.
A UE quer reforçar a cooperação interna no domínio da avaliação das tecnologias de saúde (ATS).
A ATS pode ser um instrumento poderoso no que diz respeito ao acesso a medicamentos.
A avaliação de uma nova tecnologia de saúde é um processo pluridisciplinar que analisa as questões médicas, económicas, organizacionais, sociais e éticas relacionadas com a utilização de uma nova tecnologia.
A avaliação é realizada de forma sistemática para comparar o valor acrescentado de uma nova tecnologia de saúde com o de uma tecnologia já existente. A utilização da ATS visa melhorar a qualidade e a eficiência das intervenções no domínio da saúde pública e tornar os sistemas de saúde mais sustentáveis.
Na avaliação de uma tecnologia de saúde são considerados, por norma, os seguintes aspetos:
- se o funcionamento dessa tecnologia é melhor, pior ou igual ao dos tratamentos alternativos existentes
- os efeitos terapêuticos e potenciais efeitos secundários
- a influência dessa tecnologia na qualidade de vida
- os meios de administração
- o custo
- o impacto da administração do medicamento na organização dos sistemas de saúde.
Nos últimos anos, vários Estados-Membros têm vindo a aplicar a ATS, que se tornou um elemento importante no processo de tomada de decisões fundamentadas no setor da saúde.
Alguns exemplos de tecnologias de saúde:
- medicamentos
- dispositivos médicos
- métodos de diagnóstico e tratamento
- métodos de reabilitação e prevenção
Porquê a avaliação das tecnologias da saúde?
A ATS tem como principal objetivo fornecer informações fundamentadas aos decisores políticos para os ajudar a formular políticas de saúde que sejam:
- seguras
- eficazes
- centradas no doente
- eficientes em termos de custos
A ATS também ajuda as autoridades nacionais a determinar quais as tecnologias que devem ser reembolsadas a nível nacional.
Em 31 de janeiro de 2018, a Comissão adotou a proposta de regulamento relativo à avaliação das tecnologias de saúde.
A proposta engloba quatro importantes áreas de trabalho a nível da UE:
- as avaliações clínicas conjuntas
- as consultas científicas conjuntas
- a identificação de tecnologias de saúde emergentes
- a cooperação voluntária em matéria de avaliação das tecnologias de saúde.
A proposta pretende igualmente estabelecer normas comuns para as avaliação clínicas nacionais. De longe, os domínios de ação mais importantes a nível da UE são as avaliações clínicas conjuntas de produtos farmacêuticos autorizados e de alguns dispositivos médicos, que se destinam a avaliar os méritos da eficácia clínica das tecnologias em causa por comparação com outras tecnologias da saúde.
Rede ATS
A rede ATS é composta por autoridades ou organismos nacionais responsáveis pela ATS. A rede foi criada pela Diretiva 2011/24/UE relativa ao exercício dos direitos dos doentes em matéria de cuidados de saúde transfronteiriços. A rede ATS visa apoiar a cooperação entre autoridades nacionais, nomeadamente no que toca à eficácia relativa e à eficácia a curto e longo prazo das tecnologias da saúde.
Apesar de a participação ser voluntária, todos os países da UE se candidataram a fazer parte desta rede e participam nas suas atividades. Para lidar com questões científicas e técnicas, a rede ATS conta com o apoio de uma terceira ação comum ao abrigo do programa de saúde designada EUnetHTA, que decorreu de 2016 a 2020.
A EUnetHTA
- apoia a produção e utilização eficientes da ATS em todos os países da Europa
- fornece uma plataforma independente e baseada em dados científicos para que as agências que aplicam a ATS nos países da Europa troquem e produzam informações e metodologias de ATS
- faculta um ponto de comunicação para as partes interessadas, de modo a promover a transparência, a objetividade, a independência dos conhecimentos específicos, a equidade dos procedimentos e as consultas adequadas das partes interessadas
- desenvolve alianças com domínios de investigação pertinentes, a fim de apoiar uma base de dados de ATS mais sólida e mais ampla, utilizando ao mesmo tempo as melhores competências científicas disponíveis
No Conselho
Todos os Estados-Membros são a favor de uma cooperação reforçada para a ATS a nível da UE, mas têm visões bastante díspares sobre o equilíbrio entre os elementos voluntários e obrigatórios.
A principal preocupação das delegações é a necessidade de clarificar o impacto que a proposta terá, uma vez adotada, nas decisões nacionais sobre os reembolsos de medicamentos ou dispositivos médicos pelos sistemas nacionais de saúde. Neste contexto, a grande maioria das delegações considera que os Estados-Membros devem ter a possibilidade de realizar avaliações clínicas nacionais quando necessário.
Outros problemas identificados pelas delegações prendem-se com a qualidade e a realização atempada de avaliações clínicas conjuntas e com as estruturas, os procedimentos e as metodologias para concretizar essas avaliações. Todas as delegações concordam com a ideia de que as avaliações clínicas conjuntas devem ter, no mínimo, a mesma qualidade das avaliações clínicas nacionais edevem estar disponíveis suficientemente cedo para poderem ser usadas nos processos de decisão nacionais.
A proposta tem vindo a ser debatida pelo Grupo dos Produtos Farmacêuticos e Dispositivos Médicos.
Em 9 de novembro de 2021, o Conselho deu luz verde ao novo regulamento. O Conselho chegou a acordo sobre a sua posição em 24 de março de 2021 e, em 22 de junho de 2021, alcançou um acordo político com o Parlamento Europeu.
- Grupo dos Produtos Farmacêuticos e Dispositivos Médicos (informações gerais)
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Atualmente este documento está disponível apenas na(s) seguinte(s) língua(s):
- Conselho dá luz verde às novas regras em matéria de avaliação das tecnologias da saúde, que melhoram o acesso aos medicamentos e simplificam os procedimentos (comunicado de imprensa, 9 de novembro de 2021)
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2021
9 de novembroConselho dá a luz verde final ao novo regulamento
Graças às novas regras, os doentes poderão aceder mais rapidamente a tecnologias da saúde inovadoras, seguras e eficazes. Haverá benefícios para os fabricantes de medicamentos e de dispositivos médicos, uma vez que os procedimentos de apresentação serão simplificados.
As novas regras preveem que os Estados-Membros cooperem na realização de avaliações clínicas conjuntas e de consultas científicas conjuntas. Unirão também forças na identificação de tecnologias da saúde emergentes.
A fim de reduzir os encargos administrativos, em especial para as empresas de menor dimensão, os criadores de tecnologias da saúde só deverão ter de apresentar uma vez, a nível da UE, as informações, dados e outras evidências necessárias para a avaliação clínica conjunta.
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2021
24 de marçoConselho chega a acordo sobre mandato para negociar com o Parlamento Europeu
Os países da UE chegaram a acordo sobre mandato para encetar negociações com o Parlamento Europeu sobre a proposta legislativa.
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2019
14 de junhoAvaliação das tecnologias de saúde: relatório da Presidência sobre o ponto da situação
O Conselho debateu o ponto da situação da proposta de regulamento relativo à avaliação das tecnologias de saúde.
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2018
7 de dezembroAvaliação das tecnologias de saúde: relatório intercalar
O Conselho tomou nota do relatório da Presidência sobre os progressos registados na análise da proposta de regulamento relativo à avaliação das tecnologias de saúde nas instâncias preparatórias do Conselho.
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2018
22 de junhoAvaliação das tecnologias de saúde: proposta
Os ministros realizaram um debate sobre a proposta de regulamento relativo à avaliação das tecnologias de saúde e deram orientações sobre os possíveis modos de reforçar a cooperação atual.
Última revisão: 4 de fevereiro de 2025