"Utilizamos cookies para lhe proporcionar a melhor experiência de navegação possível. Os cookies necessários são indispensáveis para assegurar funcionalidades essenciais do sítio Web do Conselho. Os cookies opcionais ajudam-nos a elaborar relatórios estatísticos agregados e anónimos para melhor satisfazer as suas necessidades.

Visite a nossa página sobre a política de utilização de cookies para obter mais informações e para alterar as suas definições.

български español čeština dansk Deutsch eesti Ελληνικά English français Gaeilge hrvatski italiano latviešu lietuvių magyar Malti Nederlands polski português română slovenčina slovenščina suomi svenska
Skip to content

Cooperação estruturada permanente (CEP)

A CEP proporciona um quadro para que os 26 Estados-Membros participantes planeiem, elaborem e invistam conjuntamente em projetos para a partilha de capacidades e reforcem a prontidão operacional e o contributo das suas forças armadas.

Aprofundar a cooperação no domínio da defesa

A possibilidade de os Estados-Membros da UE participarem – numa base voluntária – na cooperação estruturada permanente (CEP) no domínio da defesa foi introduzida pelo Tratado de Lisboa em 2009. A CEP proporciona um quadro e um processo estruturado para aprofundar gradualmente a cooperação em matéria de defesa, a fim de fornecer as capacidades necessárias para as missões mais exigentes e, assim, melhorar a segurança dos cidadãos da UE.

Em dezembro de 2017, o Conselho adotou uma decisão que estabelece uma CEP e determina a lista dos 25 Estados-Membros participantes. Em maio de 2023, o Conselho confirmou a participação da Dinamarca como 26.º membro da CEP.

As decisões sobre a adesão ou a suspensão de Estados-Membros são tomadas pelo Conselho da UE por maioria qualificada dos membros que participam na cooperação estruturada permanente.

Sob a responsabilidade do alto representante para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, o Serviço Europeu para a Ação Externa, incluindo o Estado-Maior da UE e a Agência Europeia de Defesa, formam o Secretariado da CEP.

Compromissos e projetos da CEP

A CEP é executada principalmente por meio de compromissos e de projetos colaborativos.

A diferença essencial entre a CEP e outras formas de cooperação é a natureza juridicamente vinculativa dos compromissos assumidos pelos Estados-Membros participantes. Através da CEP, os Estados-Membros participantes comprometem-se, nomeadamente, a incrementarem as despesas e o investimento na defesa, aumentarem os projetos conjuntos e colaborativos de capacidades estratégicas de defesa e intensificarem a disponibilidade, a projetabilidade e a interoperabilidade das suas forças, incluindo os contributos para as operações e missões da PCSD.

O Conselho é responsável pela orientação política global e pela tomada de decisões e formula recomendações sobre o cumprimento dos compromissos.

Todos os anos, o alto representante apresenta ao Conselho um relatório sobre o estado de execução da CEP. Tomando-o como base, o Conselho avalia as contribuições dos Estados-Membros participantes e verifica se estes continuam a cumprir os compromissos vinculativos.

Os Estados-Membros participantes estão a trabalhar em 75 projetos colaborativos em vários domínios, incluindo o das infraestruturas de formação, o terrestre, o marítimo, o aéreo, o cibernético e o dos facilitadores estratégicos. Estes projetos reúnem os Estados-Membros participantes para desenvolver novas capacidades, formar e realizar exercícios conjuntos ou reunir os seus conhecimentos especializados em determinados domínios.

Cada um dos projetos é levado a cabo por diferentes grupos de Estados-Membros participantes na CEP e coordenado por um ou mais Estados-Membros participantes na CEP.

Embora a adesão à CEP esteja aberta apenas aos Estados-Membros da UE, em novembro de 2020 o Conselho estabeleceu as condições gerais em que países terceiros podem ser convidados, a título excecional, a participar em projetos CEP específicos.

Por exemplo, o Canadá, a Noruega e os Estados Unidos foram convidados a participar no projeto de mobilidade militar em 2021, tal como o Reino Unido em 2022 e a Suíça em 2025.

Essa decisão abriu caminho a uma cooperação mais forte e mais ambiciosa no domínio da defesa com os parceiros da UE.

Revisão estratégica da CEP

Em 19 de novembro de 2024, o Conselho aprovou conclusões sobre a revisão estratégica da CEP. A revisão foi lançada em novembro de 2023 com o objetivo de reforçar a CEP, tornando-a mais estratégica e eficaz, e de a adaptar à nova realidade geopolítica para além de 2025.

Nas conclusões, o Conselho confirma o papel fundamental da CEP enquanto quadro ambicioso para a cooperação no domínio da defesa entre os Estados-Membros participantes, e salienta que os princípios e objetivos da CEP permanecem válidos. Ao mesmo tempo, também destaca que, para que a CEP se mantenha no centro dos esforços da UE em matéria de defesa, deve ser atualizada à luz das novas iniciativas e políticas da UE, em especial as decorrentes da Bússola Estratégica da UE.

Para o efeito, a atual lista de 20 compromissos vinculativos da CEP deve ser atualizada e racionalizada. Futuramente, o conjunto revisto de compromissos pode ser estruturado em torno de domínios fundamentais como as despesas e o investimento na defesa, o desenvolvimento de capacidades, o armamento e a cooperação industrial, bem como a dimensão operacional.

Nas conclusões, o Conselho sublinha a importância de aproximar a Ucrânia das iniciativas da UE no domínio da defesa, em consonância com os compromissos conjuntos da UE e da Ucrânia em matéria de segurança, assinados em 27 de junho de 2024. Neste contexto, a CEP deve contribuir para os esforços mais vastos da UE destinados a dar resposta às necessidades militares da Ucrânia.

Última revisão: 27 de maio de 2025