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Conselho dos Negócios Estrangeiros, 12 de dezembro de 2022

Principais resultados

Agressão da Rússia contra a Ucrânia

O Conselho dos Negócios Estrangeiros trocou impressões sobre a agressão da Rússia contra a Ucrânia.

Antes do debate no Conselho, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, dirigiu-se brevemente aos ministros da UE por videoconferência e informou-os sobre os últimos desenvolvimentos no terreno e sobre as atuais prioridades da Ucrânia.

Os ministros debateram os últimos acontecimentos, nomeadamente os ataques sistemáticos contra civis e a utilização em curso do inverno como arma pela Rússia.

Josep Borrell, alto representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança
"Só em Odessa, 1,5 milhões de pessoas ficaram sem eletricidade imediatamente após ataques da Rússia executados com drones. Em Odessa, as temperaturas rondam os 0 ºC. É evidente que Putin está a tentar congelar a Ucrânia até à submissão, privando deliberadamente milhões de ucranianos de água, eletricidade e aquecimento. Estes crimes podem ser designados crimes contra a humanidade, são crimes de guerra. [...] A coragem do povo ucraniano merece certamente respeito, mas, mais do que respeito e aplausos, do que a Ucrânia precisa é de apoio.
Josep Borrell, alto representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança
Josep Borrell, alto representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança

O Conselho debateu a forma de ajudar a Ucrânia a reparar o seu sistema energético e a aumentar as exportações de eletricidade da UE para a Ucrânia, bem como o trabalho da UE no sentido de garantir a responsabilização pelos crimes cometidos pela Rússia durante a guerra na Ucrânia.

O Conselho debateu os trabalhos em curso sobre o 9.º pacote de sanções contra o Kremlin em virtude da escalada da agressão contra a Ucrânia.

Irão

O Conselho dos Negócios Estrangeiros procedeu a uma troca de pontos de vista sobre o Irão, à luz dos últimos acontecimentos dentro e fora do país.

O Conselho condenou a inaceitável repressão dos protestos em curso e a deterioração da situação dos direitos humanos, bem como a colaboração militar do Irão com a Rússia, nomeadamente a entrega de drones que são utilizados pela Rússia na sua guerra de agressão contra a Ucrânia. Os ministros também se concentraram nas perspetivas de renovação do PACG (plano de ação conjunto global) e na segurança regional. O Conselho aprovou conclusões sobre estes assuntos.

O Conselho adotou novas sanções contra o Irão pelas violações dos direitos humanos em curso no país e pela ajuda que o Irão prestou à Rússia na sua agressão contra o povo ucraniano.

Por último, o alto representante informou os ministros sobre o ponto da situação do PACG.

É compreensível que a situação do PACG seja muito difícil. Contudo, penso que não dispomos de uma opção melhor do que o PACG para garantir que o Irão não desenvolva uma arma nuclear. Isso continua a ser do nosso próprio interesse e, como tal, acredito que temos de separar as sanções em matéria de direitos humanos e de fornecimento de armas à Rússia do programa nuclear. Apesar de o acordo nuclear permanecer num impasse e de a escalada do programa nuclear iraniano ser motivo de grande preocupação, temos de continuar a empenhar-nos, tanto quanto possível, na tentativa de relançar este acordo. Josep Borrell, alto representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança

Questões da atualidade

O Conselho analisou a capacidade de monitorização da UE na Arménia, que concluirá as suas atividades em 19 de dezembro. A fim de manter a credibilidade da UE enquanto facilitadora do diálogo entre a Arménia e o Azerbaijão, será destacada uma equipa para a Arménia, a partir de 20 de dezembro, com o objetivo de contribuir para o planeamento de uma eventual missão civil a lançar, em caso de acordo, em 2023.

Em seguida, o Conselho debateu a deterioração da situação entre o Kosovo* e a Sérvia, onde os últimos incidentes confirmam a preocupante espiral descendente nas relações bilaterais, e chegou a acordo sobre possíveis medidas para tentar atenuar as tensões no Norte do Kosovo.

Desde agosto, estamos a atravessar um círculo vicioso de confrontos, provocações e reações que se intensificaram nos últimos dias, conduzindo a graves incidentes de segurança, nomeadamente um ataque contra a nossa missão EULEX e contra a polícia do Kosovo. Estradas bloqueadas por barricadas e pessoas armadas a vaguear pelas ruas não é algo que estejamos dispostos a aceitar de parceiros que aspiram a um futuro europeu. Esta situação tem de acabar. Há que remover as barricadas e restabelecer a calma. O Conselho exortou claramente ambas as partes a que se abstenham de atos de violência e provocação. Josep Borrell, alto representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança

O alto representante sugeriu aos ministros que enviem reforços adicionais à missão EULEX e solicitou ao representante especial da UE para o Diálogo Belgrado-Pristina e para outros assuntos regionais dos Balcãs Ocidentais, Miroslav Lajčák, que se desloque à região antes do Conselho Europeu, a fim de avaliar a situação e informar os dirigentes da UE.

*Esta designação não prejudica as posições relativas ao estatuto e está conforme com a Resolução 1244/1999 do CSNU e com o parecer do TIJ sobre a declaração de independência do Kosovo.

O Conselho procedeu igualmente a uma troca de pontos de vista sobre a República da Moldávia, a vizinhança meridional, os direitos humanos, a Tunísia e a Estratégia Global Gateway.

Conclusões e decisões do Conselho

O Conselho aprovou conclusões sobre o Irão, o Iémen e o Pacto sobre a Vertente Civil da PCSD.

O Conselho chegou a um acordo no sentido de aumentar em 2 mil milhões de euros o limite máximo financeiro do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz em 2023. Acordou igualmente que, em caso de necessidade, o limite máximo pode ser aumentado em 3,5 mil milhões de euros adicionais até 2027.

O Conselho estabeleceu uma missão de parceria militar para o Níger, em resposta ao pedido do Governo do Níger, para realçar o empenho da UE na estabilidade da região do Sael.

O Conselho impôs medidas restritivas à República Popular Democrática da Coreia à luz do desenvolvimento contínuo de mísseis balísticos, em violação das resoluções pertinentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O Conselho estendeu os mandatos da EUCAP Somália, a missão civil da UE de reforço das capacidades, da EUTM Somália, a missão da UE de formação militar, e da Força Naval da UE – Operação ATALANTA, uma das operações marítimas militares executivas da UE, até 31 de dezembro de 2024.

Pontos "A"

– Medidas restritivas em virtude da situação no Mali

As medidas restritivas da UE contra pessoas e entidades responsáveis por ameaçar a paz, a segurança ou a estabilidade do Mali, ou por entravarem ou comprometerem a conclusão bem sucedida da transição política do Mali foram prorrogadas até 14 de dezembro de 2023.

Outros pontos "A"

Além disso, o Conselho adotou, sem debate, os pontos que figuravam nas listas de pontos "A" não legislativos.

Documentos da reunião

Documentos finais

Comunicados de imprensa

Informações para a imprensa

Contactos para a imprensa

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Acreditação e eventos para a imprensa

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Última revisão: 5 de fevereiro de 2025