- Cimeira internacional
Cimeira UE-Ucrânia, Kiev (Ucrânia), 12 de outubro de 2021, 12 de outubro de 2021
Principais resultados
A 23.ª Cimeira entre a União Europeia e a Ucrânia realizou-se em Kiev em 12 de outubro de 2021.
Charles Michel, presidente do Conselho Europeu, e Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, representaram a UE. O presidente Volodymyr Zelensky representou a Ucrânia.
Por detrás das reuniões oficiais, há progressos concretos que mudam a vida das pessoas e resultam em mais liberdade, mais capacidades para apoiar o Estado de direito e mais prosperidade. É esse o verdadeiro significado dos laços entre a Ucrânia e a UE. Charles Michel, presidente do Conselho Europeu
No final da cimeira, os dirigentes adotaram uma declaração conjunta.
Associação política e integração económica
Os dirigentes reafirmaram o seu empenhamento constante no reforço da associação política e da integração económica da Ucrânia na União Europeia.
Os dirigentes congratularam-se com os resultados alcançados no âmbito do Acordo de Associação (AA) UE-Ucrânia e com o êxito da zona de comércio livre abrangente e aprofundado (ZCLAA). Desde o início da aplicação da ZCLAA, em 2016, os fluxos comerciais bilaterais aumentaram substancialmente.
Ambas as partes se congratularam com o intercâmbio das suas avaliações do AA, com vista à apresentação de uma avaliação conjunta na próxima cimeira bilateral, a realizar em Bruxelas em 2022.
Pertencemos à mesma família europeia. Nos últimos anos, 17 000 estudantes ucranianos tiveram a oportunidade de participar no projeto Erasmus +, e 50 milhões de cidadãos europeus beneficiaram da isenção da obrigação de visto para circular na UE. Declarações do presidente Charles Michel após a Cimeira UE-Ucrânia
Os dirigentes acordaram em continuar a reforçar a integração e a cooperação económicas no âmbito do AA, nomeadamente nos seguintes domínios:
- aproximação das políticas e da legislação da Ucrânia ao Pacto Ecológico Europeu
- integração dos mercados e sistemas energéticos da Ucrânia no mercado da energia da UE, estabelecendo condições de concorrência equitativas
- prossecução do trânsito de gás através da Ucrânia para além de 2024, modernização do sistema ucraniano de transporte de gás e reforço da segurança energética europeia
- alinhamento da Ucrânia com o mercado único digital da UE, no âmbito do Acordo de Associação.
À margem da cimeira, a UE e a Ucrânia assinaram igualmente três acordos:
- um acordo de aviação civil que cria novas oportunidades comerciais para as companhias aéreas ucranianas e dos Estados-Membros da UE
- um acordo sobre a adesão da Ucrânia ao Programa Horizonte Europa e ao Programa Euratom de Investigação e Formação
- um acordo sobre a adesão da Ucrânia ao Programa Europa Criativa
Na perspetiva da cimeira da Parceria Oriental, os dirigentes congratularam-se com os progressos realizados na aplicação dos AA e das ZCLAA com a Geórgia, a República da Moldávia e a Ucrânia, e apelaram à sua plena aplicação. A cimeira terá lugar em Bruxelas, em 15 de dezembro de 2021.
Processo de reformas
Os dirigentes reconheceram os progressos substanciais alcançados pela Ucrânia no seu processo de reformas, tal como a histórica abertura do mercado fundiário agrícola.
Os dirigentes salientaram a necessidade de intensificar esses esforços, em especial no que diz respeito às reformas judiciais, à luta contra a corrupção e à reforma do setor da segurança.
A UE reafirmou o seu apoio substancial e contínuo à Ucrânia, o qual está claramente ligado à aplicação efetiva das reformas e das medidas políticas. Desde 2014, a UE e as instituições financeiras europeias mobilizaram para a Ucrânia um pacote sem precedentes de mais de 17 mil milhões de euros em empréstimos e subvenções.
Ajuda relacionada com a COVID-19
Os dirigentes observaram que o apoio da UE para ajudar a Ucrânia a combater o impacto socioeconómico da pandemia vai muito além do que a UE concedeu a qualquer outro parceiro, consistindo esse apoio numa dotação de 1,2 mil milhões de euros de assistência macrofinanceira e num pacote de apoio no valor de 190 milhões de euros.
A UE e a Ucrânia cooperarão estreitamente para garantir o acesso da Ucrânia às vacinas contra a COVID-19 no quadro da plataforma COVAX, nomeadamente através do mecanismo da UE de partilha de vacinas.
Os dirigentes também acolheram com satisfação o facto de a Ucrânia ser um dos países e territórios não pertencentes à UE que estão ligados ao Certificado Digital COVID da UE. Isso significa que um certificado COVID ucraniano é aceite na UE nas mesmas condições que o certificado digital COVID da UE. Reciprocamente, o certificado digital COVID da UE é aceite pela Ucrânia.
Política externa e de segurança
A UE reiterou o seu apoio indefetível à independência, soberania e integridade territorial da Ucrânia.
Os dirigentes salientaram a importância de continuar a reforçar a cooperação no domínio da política comum de segurança e defesa (PCSD) e de uma maior convergência da Ucrânia com a política externa e de segurança comum (PESC).
Os dirigentes reconheceram igualmente a importância de continuar a reforçar a cooperação na luta contra as ameaças híbridas e contra a desinformação.
A segurança exige também a intensificação dos esforços para combater as ameaças híbridas e os ciberataques. Por essa razão, reforçaremos ainda mais o nosso ciberdiálogo. Declarações do presidente Charles Michel após a Cimeira UE-Ucrânia
Os dirigentes reiteraram a sua firme condenação da clara violação da soberania e da integridade territorial ucranianas por atos de agressão conduzidos pelas forças armadas russas desde fevereiro de 2014.
A UE congratulou-se com a criação da Plataforma Internacional da Crimeia, oficializada na cimeira de lançamento que teve lugar em 23 de agosto, em Kiev, e apoia a aplicação da declaração conjunta que a UE e os seus Estados-Membros assinaram.
A Ucrânia congratulou-se com as conclusões do Conselho Europeu de junho, nas quais os dirigentes da UE reafirmaram que a plena aplicação dos acordos de Minsk continua a ser a condição essencial para qualquer modificação substancial da posição da UE nas suas relações com a Rússia.
Sanções da UE contra a Rússia
Os dirigentes salientaram que a UE voltou a prorrogar as suas sanções económicas à Rússia, em vigor desde 2014 e adotadas em resposta à anexação ilegal da Crimeia e à deliberada desestabilização da Ucrânia.
A duração destas sanções continua assumidamente ligada à plena aplicação dos acordos de Minsk.
Além disso, no dia anterior à cimeira, o Conselho impôs medidas restritivas contra mais oito pessoas por apoiarem ativamente ações e executarem políticas que comprometem ou ameaçam a integridade territorial, a soberania e a independência da Ucrânia.
Sanções da UE contra a Rússia a respeito da Ucrânia (desde 2014) (Infografia)
Contexto
Relações da UE com a Ucrânia
As relações UE-Ucrânia baseiam-se num acordo de associação que entrou em vigor em 2017. A vertente económica do acordo de associação é uma zona de comércio livre abrangente e aprofundado.
Liberalização de vistos
Desde 2017, os cidadãos ucranianos já não necessitam de visto para estadas de curta duração no espaço Schengen.
Cimeira anterior
A anterior cimeira UE-Ucrânia realizou-se em 6 de outubro de 2020, em Bruxelas.
Documentos da reunião
Documentos preparatórios
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Última revisão: 9 de janeiro de 2025